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desta ausência que nos une
De AEu a 20 de Maio de 2007 às 00:17 Esta reflexão leva-me a uma outra: - Porque pensamos nós? - Porque vamos por caminhos mais complicados? - Porque criamos situações e problemas que o demo tem dificuldade em descobrir? - Porque sonhamos tanto? E outras tantas interrogações que nos manteriam durante dias até à eternidade, a perguntar! E a resposta também é simples: - Porque alguns de nós, e eu considero-me incluído, não passamos somente pelo mundo, não estamos somente à espera, mas queremos tomar parte activa na sua construção e no seu desenvolvimento, e essa vontade inquieta, e desassossega. - Porque não querermos ser apáticos nesta sociedade, e então além de nos inquietarmos também temos de descobrir formas de intervenção, e pequeninos como somos, sem o poder do poder, não é fácil, porque o desânimo toma conta de nós! Este conflito de vontade e de capacidade (digo força) é causa de muitas das nossas guerras interiores, de insatisfação, de melancolia, daquela necessidad...
Pêndulo
30 de janeiro de2010 “Do outro lado da barreira é mais fácil. Nem se nota tanto o frio, porque em gelo se vive. Um iglu de sombras que nos prendem os tornozelos como se fosse grilhões da memória a estancar o sangue. Nunca é fácil, eu sei, mas habituei-me à fácil dificuldade do frio. E, se no balanço dos carris voo pêndulo de saudades, gelo na distância de um lume ardendo baixinho na tua voz que sussurra para a minha alma do outro lado do som que o pêndulo não tarda em balançar. Se ao menos o pêndulo tivesse um único sentido e não oscilasse entre inverno e primavera… Era mais fácil o comodismo de não sentir. E morrer inerte, virgem de sentidos e de sabores. Jazer no cemitério onde, pela primeira vez, senti saudades tuas ao pé de ti. ‘Faz boa viagem’ e eu quis ficar; dar-te a mão e descer a rua contigo, com todos a olhar e a balançar no pêndulo. Não eu. Os outros. Era mais fácil se tivesses ignorado que eu me ia embora no dia a seguir. Nunca setembro foi tão quente na minha hipoterm...
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